TACITURNO TEMPORAL INTRODUÇÃO
Lincoln Daniel C.S. era um poeta frustrado. Ele tinha talento, mas não tinha reconhecimento. Seus livros não vendiam, seus poemas não eram lidos, seus sonhos não se realizavam. Ele vivia em um pequeno apartamento em São Paulo, trabalhando como professor de literatura em uma escola pública. Ele se sentia preso em uma vida sem sentido e sem esperança.
Um dia, ele recebeu uma carta misteriosa. Era de um remetente desconhecido, que dizia ter uma proposta irrecusável para ele. O remetente afirmava ser um cientista que havia inventado uma máquina do tempo e que precisava de um voluntário para testá-la. Ele oferecia a Lincoln a chance de viajar para qualquer época e lugar da história da humanidade e viver como um poeta famoso e respeitado.
Lincoln ficou intrigado e tentado pela carta. Ele pensou que talvez fosse uma brincadeira ou uma armadilha, mas também sentiu uma curiosidade irresistível. Ele decidiu aceitar a proposta e responder à carta, indicando o endereço e a hora marcados pelo remetente.
No dia seguinte, ele pegou um táxi e foi até um galpão abandonado na periferia da cidade. Lá, ele encontrou um homem de jaleco branco, óculos escuros e cabelos grisalhos. Era o cientista que havia escrito a carta. Ele se apresentou como Dr. Almeida e levou Lincoln para dentro do galpão.
Lá dentro, Lincoln viu uma máquina estranha, cheia de fios, botões e telas. Era a máquina do tempo. O Dr. Almeida explicou que ela funcionava com base em um algoritmo que calculava as coordenadas espaço-temporais de qualquer destino desejado. Ele disse que Lincoln poderia escolher qualquer época e lugar para viajar e que ele teria um dispositivo de comunicação para entrar em contato com o Dr. Almeida quando quisesse voltar.
Lincoln ficou impressionado e assustado com a máquina. Ele perguntou se era seguro e se havia algum risco de alterar a história ou causar paradoxos temporais. O Dr. Almeida disse que não havia perigo nenhum, pois a máquina criava uma linha temporal alternativa para cada viagem, sem interferir na original. Ele disse que Lincoln seria apenas um observador invisível para os outros habitantes do passado e que poderia interagir com eles sem consequências.
Lincoln ainda estava hesitante, mas também ansioso por experimentar a viagem no tempo. Ele perguntou ao Dr. Almeida qual era o seu objetivo com esse projeto e por que ele havia escolhido Lincoln como voluntário. O Dr. Almeida disse que era um admirador da poesia de Lincoln e que queria lhe dar a oportunidade de conhecer os grandes poetas da história e aprender com eles. Ele disse que era um sonho antigo seu construir uma máquina do tempo e que ele havia dedicado sua vida a isso.
Lincoln ficou lisonjeado e emocionado com as palavras do Dr. Almeida. Ele sentiu que talvez aquela fosse a sua chance de realizar os seus próprios sonhos e de encontrar um sentido para a sua vida. Ele decidiu confiar no Dr. Almeida e aceitar a viagem no tempo.
Ele perguntou ao Dr. Almeida qual seria o seu primeiro destino. O Dr. Almeida disse que ele poderia escolher qualquer um, mas sugeriu que começasse por uma época clássica e inspiradora: a Grécia Antiga.
Lincoln concordou em viajar para a Grécia Antiga. Ele estava curioso para conhecer a cultura e a poesia dos gregos, que eram considerados os fundadores da civilização ocidental. Ele imaginou como seria ver o Partenon, o teatro de Dionísio, os templos dos deuses e as olimpíadas.
O Dr. Almeida ajustou a máquina do tempo para o ano de 480 a.C., o período das guerras persas, quando os gregos enfrentaram o poderoso império de Xerxes. Ele disse que Lincoln poderia testemunhar um dos episódios mais épicos da história: a batalha das Termópilas, onde 300 espartanos liderados por Leônidas resistiram bravamente ao exército persa.
Lincoln ficou animado e nervoso com a ideia de ver uma batalha real. Ele perguntou ao Dr. Almeida como ele deveria se vestir e se comportar para não chamar atenção. O Dr. Almeida disse que ele tinha preparado uma roupa típica grega para ele e que ele deveria seguir algumas regras básicas: não falar com ninguém, não tocar em nada, não interferir em nada e não se afastar da máquina do tempo.
Lincoln vestiu a roupa grega, que consistia em uma túnica branca, um manto vermelho, sandálias e um chapéu. Ele se olhou no espelho e se sentiu ridículo, mas também divertido. Ele pegou o dispositivo de comunicação, que era um pequeno fone de ouvido disfarçado de brinco, e colocou na orelha. O Dr. Almeida disse que ele poderia falar com ele a qualquer momento e que ele estaria monitorando a sua viagem.
Lincoln entrou na máquina do tempo e se sentou em uma cadeira acolchoada. O Dr. Almeida fechou a porta e ligou a máquina. Lincoln viu as telas se acenderem e mostrar imagens de mapas, datas e coordenadas. Ele ouviu um zumbido e sentiu uma vibração. Ele segurou o braço da cadeira e fechou os olhos.
Ele sentiu uma sensação estranha, como se estivesse caindo em um túnel escuro e girando ao mesmo tempo. Ele teve um enjoo e uma tontura. Ele pensou que talvez fosse um erro ter aceitado aquela loucura. Ele quis desistir e voltar para casa.
Mas era tarde demais. A máquina do tempo já havia atravessado o espaço e o tempo e chegado ao seu destino.
Lincoln abriu os olhos e viu uma paisagem diferente da que ele conhecia. Ele estava em uma colina verdejante, cercada por árvores e flores. Ele viu um céu azul e um sol brilhante. Ele sentiu um ar fresco e perfumado.
Ele olhou para baixo e viu a máquina do tempo camuflada por um arbusto. Ele saiu da máquina e se aproximou da borda da colina. Ele viu um vale estreito entre duas montanhas rochosas. Ele viu um rio correndo pelo vale. E ele viu dois exércitos se enfrentando no campo de batalha.
Ele viu os espartanos formando uma muralha humana com seus escudos e lanças, bloqueando a passagem dos persas. Ele viu os persas atacando com suas flechas, espadas e cavalos, tentando romper a defesa dos espartanos. Ele viu sangue, gritos, morte.
Ele ficou chocado e fascinado com a cena. Ele nunca tinha visto nada igual na sua vida. Ele sentiu uma mistura de medo, admiração e curiosidade.
Ele quis ver mais de perto.
Ele desceu da colina e caminhou em direção ao vale.
Ele não percebeu o perigo que corria.
Lincoln caminhou pelo vale, tentando se aproximar da batalha. Ele estava hipnotizado pelo espetáculo de violência e heroísmo que se desenrolava diante dos seus olhos. Ele queria ver os rostos dos espartanos e dos persas, ouvir as suas vozes, sentir as suas emoções.
Ele se esqueceu das regras que o Dr. Almeida havia lhe dado. Ele se esqueceu do perigo que corria. Ele se esqueceu da máquina do tempo.
Ele não viu um soldado persa que se aproximava dele por trás. Ele não ouviu o grito de alerta do Dr. Almeida no seu fone de ouvido. Ele não sentiu a espada que lhe atravessou o peito.
Ele caiu no chão, sem vida.
O soldado persa olhou para o corpo estranho que ele havia matado. Ele não reconheceu a roupa, o chapéu, o brinco. Ele pensou que fosse um espião ou um traidor. Ele pegou o brinco e o jogou no rio. Ele voltou para a batalha.
O Dr. Almeida viu tudo pela tela da máquina do tempo. Ele ficou horrorizado e desesperado. Ele gritou o nome de Lincoln, mas não obteve resposta. Ele tentou ativar o retorno automático da máquina, mas não funcionou. Ele percebeu que o brinco era a chave para a comunicação e a localização da máquina. Sem ele, ele não podia trazer Lincoln de volta.
Ele chorou e lamentou a sua imprudência. Ele havia perdido o seu único voluntário e amigo. Ele havia falhado no seu projeto.
Ele desligou a máquina e saiu do galpão.
Ele nunca mais tentou viajar no tempo.
Muitos anos depois, um grupo de arqueólogos encontrou o corpo de Lincoln no vale das Termópilas. Eles ficaram intrigados com a sua roupa e os seus objetos. Eles levaram o corpo para um laboratório e fizeram uma análise de DNA.
Eles descobriram que Lincoln era um homem do século XXI, que havia viajado no tempo para a Grécia Antiga. Eles ficaram espantados e curiosos com a sua história. Eles procuraram por pistas sobre a sua identidade e o seu destino.
Eles encontraram o seu nome em um livro de poesia que ele havia publicado antes de morrer. Eles leram os seus poemas e se encantaram com a sua sensibilidade e criatividade. Eles reconheceram o seu talento e o seu sonho.
Eles decidiram homenagear Lincoln e divulgar a sua obra. Eles organizaram uma exposição sobre a sua vida e a sua viagem no tempo. Eles publicaram uma nova edição do seu livro de poesia, com uma introdução explicando o seu contexto histórico e literário.
O livro de Lincoln se tornou um sucesso de vendas e de crítica. Ele foi aclamado como um dos maiores poetas da sua época e da história. Ele recebeu o reconhecimento que ele sempre quis.
Ele realizou o seu sonho.
Ele encontrou um sentido para a sua vida.
O Início do Fim
Lincoln Daniel C.S. era um jovem brilhante, mas infeliz. Ele tinha uma paixão pela física e pela história, mas nunca se sentiu satisfeito com a sua vida. Ele sofria de depressão e ansiedade, e tinha dificuldades para se relacionar com as pessoas. Ele se sentia sozinho e incompreendido.
Um dia, ele recebeu uma carta misteriosa, que mudaria o seu destino para sempre. A carta dizia:
"Caro Lincoln,
Eu sei que você não me conhece, mas eu conheço você muito bem. Eu sou você, mas de outra realidade. Uma realidade onde você conseguiu realizar o seu maior sonho: viajar no tempo.
Eu sei que você sempre quis ver com os seus próprios olhos os grandes eventos da história, e eu fiz isso por você. Eu visitei as civilizações antigas, as guerras mundiais, as revoluções científicas, as maravilhas da natureza. Eu vi tudo o que você sempre quis ver.
Mas eu também vi o que você nunca quis ver. Eu vi as consequências das minhas viagens no tempo. Eu vi como eu alterei o curso da história, sem querer. Eu vi como eu causei sofrimento, morte e destruição. Eu vi como eu criei paradoxos temporais, que ameaçam a existência de todos os universos.
Eu sei que você deve estar pensando que eu sou louco, ou que isso é uma brincadeira de mau gosto. Mas eu posso provar que isso é verdade. Eu enviei junto com esta carta um dispositivo que permite a você viajar no tempo. É um relógio de pulso, que eu mesmo inventei. Basta girar o botão para escolher a data e o local que você quer visitar, e apertar o botão vermelho para ativar a máquina do tempo.
Mas eu não estou te enviando isso para te convidar a viajar comigo. Eu estou te enviando isso para te pedir que não faça isso. Por favor, não use o relógio de pulso. Não repita os meus erros. Não arrisque a sua vida e a de todos os outros.
Eu sei que é tentador, mas confie em mim: não vale a pena. Você não vai encontrar a felicidade viajando no tempo. Você só vai encontrar arrependimento e culpa.
Eu estou te enviando isso porque eu quero te salvar. Eu quero te salvar de mim mesmo.
Por favor, Lincoln, faça a escolha certa.
Assinado,
Lincoln Daniel C.S."
Lincoln ficou perplexo ao ler a carta. Ele não sabia se devia acreditar ou não naquela história absurda. Ele olhou para o relógio de pulso que estava na caixa junto com a carta. Ele parecia um relógio comum, mas tinha um botão vermelho e um visor digital.
Lincoln sentiu uma curiosidade irresistível de experimentar o relógio de pulso. Ele pensou que talvez fosse apenas uma brincadeira de algum amigo seu, ou uma pegadinha de algum programa de TV. Ele pensou que não custava nada tentar.
Ele colocou o relógio de pulso no seu braço esquerdo, e girou o botão para escolher uma data e um local aleatórios. Ele apertou o botão vermelho.
Ele sentiu uma forte tontura, e tudo ficou escuro.
Quando ele abriu os olhos novamente, ele estava em outro lugar.
Ele estava em uma floresta densa e úmida. Ele ouviu sons de animais selvagens e pássaros exóticos. Ele viu plantas gigantescas e coloridas.
Ele olhou para o visor do relógio de pulso.
Ele estava no ano 65 milhões antes de Cristo.
Ele estava na era dos dinossauros.
# Capítulo 2: O Primeiro Paradoxo
Lincoln ficou assustado ao perceber onde ele estava. Ele não podia acreditar que ele tinha viajado no tempo. Ele não podia acreditar que ele estava na era dos dinossauros.
Ele olhou em volta, procurando por algum sinal de civilização humana. Ele não viu nada. Ele só viu a natureza selvagem e primitiva.
Ele pensou em voltar para o seu tempo. Ele pensou em apertar o botão vermelho novamente, e esperar que tudo voltasse ao normal.
Mas ele também sentiu uma curiosidade enorme de explorar aquele mundo desconhecido. Ele sentiu uma emoção de estar vivendo uma aventura única. Ele sentiu uma vontade de ver os dinossauros de perto.
Ele decidiu arriscar. Ele decidiu ficar um pouco mais naquele tempo. Ele decidiu ver os dinossauros.
Ele pegou uma mochila que estava na caixa junto com o relógio de pulso. Ele abriu a mochila e viu que tinha alguns itens dentro: uma garrafa de água, um sanduíche, um binóculo, uma câmera fotográfica, um mapa e um livro.
Ele reconheceu o mapa e o livro. Eles eram da sua coleção pessoal. Eles eram sobre os dinossauros.
Ele percebeu que o outro Lincoln tinha preparado tudo para ele. Ele percebeu que o outro Lincoln tinha planejado aquela viagem no tempo.
Ele se perguntou por que o outro Lincoln tinha feito isso. Ele se perguntou se o outro Lincoln tinha alguma intenção oculta.
Ele resolveu ignorar essas questões por enquanto. Ele resolveu aproveitar a oportunidade de ver os dinossauros.
Ele colocou a mochila nas costas, e saiu da floresta. Ele seguiu o mapa, e foi em direção a um vale aberto.
Ele chegou ao vale, e ficou maravilhado com o que viu.
Ele viu centenas de dinossauros de todos os tipos e tamanhos. Ele viu herbívoros pacíficos, como os tricerátopos e os braquiossauros. Ele viu carnívoros ferozes, como os tiranossauros e os velociraptores. Ele viu dinossauros voadores, como os pteranodontes e os quetzalcoatlus. Ele viu dinossauros aquáticos, como os plesiossauros e os mosassauros.
Ele se sentiu como se estivesse em um filme ou em um sonho. Ele se sentiu como se estivesse no paraíso.
Ele pegou o binóculo, e observou os dinossauros com mais detalhes. Ele pegou a câmera fotográfica, e tirou várias fotos dos dinossauros. Ele pegou o livro, e comparou as informações com o que ele via.
Ele ficou fascinado com as descobertas que ele fazia. Ele ficou impressionado com as diferenças entre os dinossauros reais e os dinossauros dos livros e dos filmes.
Ele ficou tão entretido com os dinossauros, que ele se esqueceu do tempo.
Ele se esqueceu do perigo.
Ele não percebeu que ele estava sendo observado.
Ele não percebeu que ele estava sendo caçado.
Um velociraptor se aproximou dele por trás, sem fazer barulho. O velociraptor era um predador inteligente e rápido, que caçava em grupo. O velociraptor tinha garras afiadas e dentes pontudos, que podiam rasgar a carne de suas presas com facilidade.
O velociraptor saltou sobre Lincoln, pronto para atacá-lo.
Lincoln ouviu um rugido atrás dele, e se virou assustado.
Ele viu o velociraptor no ar, prestes a cair sobre ele.
Ele não teve tempo de reagir.
Ele não teve tempo de fugir.
Ele não teve tempo de gritar.
O velociraptor cravou as garras e os dentes no pescoço de Lincoln, matando-o instantaneamente.
O sangue de Lincoln jorrou pelo chão, manchando o relógio de pulso.
O relógio de pulso começou a piscar e a apitar.
O relógio de pulso ativou a máquina do tempo.
O corpo de Lincoln desapareceu do vale dos dinossauros.
O corpo de Lincoln apareceu em outro tempo.
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